quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Como evitar que seu filho sofra bullying


Matricule-o em aulas de artes maciais
O maior poder de caratê, kung fu e disciplinas afins não vem de chutes laterais e chaves de braço. Lutas esportivas ensinam muito sobre confiança e respeito. Após semanas de aulas, a criança começa a se conduzir de forma diferente tatame afora. Anda mais ereta e autoconfiante, e interage com maior desenvoltura. “Em resumo, ela deixa de ser alvo fácil”, diz Jeffrey Bernstein, psicólogo infantil da Filadélfia (EUA).
Afie o repertório dele
Outro repelente de bullying bastante eficaz é o senso de humor. “O perseguidor escolar não consegue se alimentar de energia leve”, afirma Bernstein. Armar seu filho com respostas à la Bart Simpson pode ajudá-lo a desarmar um grande conflito em potencial.
Incentive a socialização
“A criança precisa de um grupo de amigos leais para apoiá-la quando sofrer bullying”, diz Michael Grose, australiano autor de oito livros sobre paternidade e colunista de jornais e revistas. Ela também fica menos propensa à perseguição se não for aquele tipo solitário, que se isola no pátio da escola. Ajude seu filho a achar caminhos para lidar com a introspecção. Incentive-o, por exemplo, a chamar amigos para irem brincar na sua casa.
Averigue um mea-culpa
Se seu filho tiver um hábito incomum, como cantar em sala de aula – o que, convenhamos, não é agradável -, pode ser perseguido por isso. Oriente o guri a ser mais prudente e a perceber melhor a relação: eu, o espaço e o outro. Também vale pensar em levá-lo a um terapeuta.
Compartilhe o problema
Vá à escola. “Situações de bullying também podem ser tratadas junto à instituição”, afirma Ana Merzel Kernkraut, coordenadora do serviço de psicologia do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A direção da escola está mais perto do problema, e pode interferir com assertividade.
Dê exemplo
“Se a criança vê brigas constantes em casa e agressividade entre os pais, inconscientemente vai achar normal ter atitudes violentas com colegas”, explica Ana Lúcia Gomes Castello, psicóloga do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo. Lembre sempre: seu filho se espelha em você.
Palavra de especialista
As dicas desta reportagem foram pensadas junto a Carlos Eduardo Carrion, psiquiatra de Porto Alegre, consultor da MH e membro da Associação Brasileira de Estudos sobre a Impotência.
Acerte quando o papo é sexo
Gafes comuns na conversa do pai com os filhos. Evite-as
Incentivar o menino a transar e a menina, não
Transar é bom, todo mundo descobre isso de modo natural – não é preciso impulso alheio. Vale ter um papo franco com os filhos para alertar sobre doenças sexuais e gravidez indesejada. À garota, é legal falar sobre certo tipo de preconceito que, infelizmente, ainda há: enquanto o menino é o “pegador” que transa muito, a menina ganha má fama. Sabendo disso, ela pode ter mais cautela. Fale com um filho por vez para não constrangê-los.
Fazer piada machista com a esposa na frente do filho
É tanta intimidade que isso rola de um jeito inocente e divertido na visão de vocês. Mas se policie para não fazer na frente da prole. Na infância, o garoto aprende a respeitar uma mulher, a virar um gentleman. Você é o maior espelho dele.
Mostrar certo espanto se surpreender o filho, ou a filha, se masturbando
Se a criança tomar seu espanto como repreensão, pode ter problemas no futuro – ejaculação precoce, por exemplo. O melhor é fingir que não viu, que nada aconteceu – masturbação é bom, certo? Só interfira ao notar uma anormalidade: o filho se masturbando na piscina do condomínio, etc.
Conteúdo MEN’S HEALTH

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